Diante do Trono 10 – Principe da Paz – DVD
Presente de Deus
Os filhos são um presente do SENHOR; eles são uma verdadeira bênção. Salmo 127:3 NTLH
Seja livre da ganância

“Aconteceu que, indo nós para o lugar de oração, nos saiu ao encontro uma jovem possessa de espírito adivinhador, a qual, adivinhando, dava grande lucro aos seus senhores. Seguindo a Paulo e a nós, clamava, dizendo: Estes homens são servos do Deus Altíssimo, e vos anunciam o caminho da salvação. Isto se repetia por muitos dias. Então Paulo, já indignado, voltando-se, disse ao espírito: Em nome de Jesus Cristo eu te mando: Retira-te dela. E ele na mesma hora saiu. Vendo os seus senhores que se lhes desfizera a esperança de lucro, agarrando a Paulo e Silas os arrastaram para a praça, à presença das autoridades; e, levando-os aos pretores, disseram: Estes homens, sendo judeus, perturbam a nossa cidade, propagando costumes que não podemos receber nem praticar porque somos romanos. Levantou-se a multidão, unida contra eles, e os pretores, rasgando-lhes as vestes, mandaram açoitá-los com varas. E, depois de lhes darem muitos açoites, os lançaram no cárcere, ordenando ao carcereiro que os guardasse com toda a segurança. Este, recebendo tal ordem, levou-os para o cárcere interior e lhes prendeu os pés no tronco. Por volta da meia noite, Paulo e Silas oravam e cantavam louvores a Deus, e os demais companheiros de prisão escutavam. De repente sobreveio tamanho terremoto, que sacudiu os alicerces da prisão; abriram-se todas as portas; soltaram-se as cadeias de todo.” Atos 16:16-26.
Neste texto do livro de Atos dos Apóstolos, vemos a história de uma moça duplamente escravizada: pelos seus senhores e por Satanás. No tempo de Novo Testamento, apenas uma classe privilegiada possuía escravos, isto é, somente os ricos tinham servos. No caso desta serva, a ganância de seus senhores lhes cegou o coração de tal maneira, a ponto de eliminar deles qualquer traço de misericórdia. A palavra ganância significa sede ou ambição de ganho e foi justamente isto que os fazia manter uma jovem possessa de um espírito maligno: a sede de obter lucro.
Por isto, quando Paulo expulsou o espírito, esses homens gananciosos se revoltaram e encarceraram também a ele e seu companheiro Silas. Paulo escreveu um tempo depois que a avareza é idolatria (Ef5:5). Aí está a explicação daqueles homens manterem uma moça possessa: a sua ganância e consequentemente a avareza levava-os a idolatrar o dinheiro de tal forma, que lhes cegou o entendimento para perceber que ali havia um ser humano escravizado por Satanás.
O autor de Atos fala que Paulo se indignou e expulsou o espírito. É possível imaginar que o apóstolo não somente se indignou com o fato da moça estar gritando atrás deles, mas com a própria situação espiritual da mesma. Sendo homem de Deus, o apóstolo não poderia permitir tal coisa, pois havia em seu coração o que não havia no coração daqueles senhores: misericórdia. A graça de Deus libertou aquela moça.
Quando esses homens encarceraram Paulo e Silas não imaginaram que essa graça e misericórdia também estavam à disposição dos próprios servos de Deus. E os dois sabedores dessa verdade, ao invés de se lamentarem pela circunstância em que se encontravam, contaram louvores a Deus dentro da prisão. Eles sabiam que não importava o tipo de prisão, espiritual ou física, a graça de Deus era poderosa para libertá-los.
E Deus lhes foi fiel, libertou-os também e de maneira sobrenatural.
Quantas pessoas se encontram nesse momento, na mesma situação daquela moça ou de Paulo e Silas? Vitimados pela ganância de terceiros. Se encontram endividados, enrolados com cartões de crédito e seus juros exorbitantes, mês após mês devendo cheque especial, etc.
Podemos comparar àqueles homens gananciosos e ricos do texto de Atos, com as financeiras e os banqueiros dos dias atuais. Estes mantém milhares e milhares de pessoas escravas dos juros, dos empréstimos, das promoções aparentemente vantajosos para quem os adquire, mas que certamente as levarão à ruína.
A Palavra diz em Ef 6:11,12 que devemos ficar firmes contra as ciladas de Satanás e que nossa luta não é contra carne e sangue, mas contra principados e potestades, contra os dominadores deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal. Portanto, a luta não é contra o sistema econômico do mundo, mas contra Satanás e seus demônios que deturpam o funcionamento deste sistema, para manter cativos os homens.
Mas a arma mais poderosa disponível para qualquer um que se encontrar nesta situação é a graça de Deus. Ela é suficiente para libertar da preocupação com as dívidas, da ansiedade em honrar com os compromissos e até mesmo do pensamento de suicídio que sempre ocorre àqueles que não têm como pagar seus credores.
Graça significa favor imerecido, isto é, Deus é bom para conosco, não porque merecemos, mas porque Ele é essencialmente bom. Deus é amor e Ele não pode negar sua essência, portanto está sempre pronto a nos abençoar.
O salmo 136 fala 26 vezes que a misericórdia de Deus dura para sempre. Veja o que falam os versículos 22 e 23 do capítulo 3 do livro de Lamentações: “As misericórdias do Senhor são a causa de não sermos consumidos porque as suas misericórdias não têm fim; renovam-se a cada manhã. Grande é a tua fidelidade.” Por causa desta verdade podemos clamar pelo socorro de Deus e certamente seremos socorridos por Ele.
Voltando à cena de Atos e mergulhando mais fundo no relato acerca da situação daquela moça, podemos dizer também que, muito mais que perturbar os apóstolos, em algum lugar no seu coração atribulado, ela queria ser liberta. Porque, afinal Deus permitiria que ela seguisse justamente seus servos?
Se você nesse momento como aquela moça: atribulado, preocupado, desesperado ou desesperançado, clame a Deus e ele te libertará. Lembre-se que grande é a fidelidade de Deus e Ele não despreza aqueles que o buscam.
Ou talvez você se encontra endividado e acha que Deus está te punindo, porque foi negligente, esbanjador ou até mesmo ganancioso. Saiba que, se vocês se arrepender de coração, Ele é fiel e justo para te perdoar, pois ainda esta manhã a Sua misericórdia se renovou sobre você. Como também é bom o bastante para te ensinar um novo caminho de prosperidade financeira.
Faça como Paulo e Silas, louve a Deus pelas suas misericórdias e Ele abrirá as portas da prisão.
Viver pela fé
Deus nos chama a vivermos pela fé, principalmente no que diz respeito ao dinheiro.
Mas, porque será que muitos de nós temos falhado nisto? Porque muitos não conseguem crer que Deus é poderoso para suprir toda e qualquer necessidade e porque, diferente desses, alguns gozam dos milagres de Deus em suas vidas financeiras?
A história do povo de Israel pode nos ajudar a entender isto:
Todo o povo de Israel recebeu a promessa de habitar na terra que manava leite e mel. “Havendo-te, pois, o Senhor teu Deus introduzido na terra que, sob juramento, prometeu a teus pais, Abraão, Isaque e Jacó, te daria, grandes e boas cidades, que tu não edificaste; e casas cheias de tudo o que é bom, casas que não encheste; e poços abertos, que não abriste; vinhais e olivais, que não plantaste;” Dt 6:10,11a.
A terra significava a libertação. O povo fora escravo durante 430 anos e sabiam que só tinham suas necessidades supridas se trabalhassem. Porém, o Senhor estava libertando-os, dando-lhes tudo o que precisavam de graça.
A terra significava também descanso. O povo recebeu todo pronto das mãos de Deus: cidades edificadas, casas cheias, poços abertos e plantações. Eles só precisavam se deleitar naquilo que Deus estava lhes dando.
Todo o povo de Israel recebeu a promessa de habitar na terra que manava leite e mel, porém uma geração inteira pereceu no deserto, por causa da incredulidade.
A incredulidade fez que olhassem para trás e desejassem voltar para o Egito. “Todos os filhos de Israel murmuraram contra Moisés e contra Arão; e toda a congregação lhes disse: Tomara tivéssemos morrido na terra do Egito ou mesmo neste deserto! E porque nos traz o Senhor a esta terra, para cairmos à espada, e para que nossas mulheres e nossas crianças sejam por presa? Não nos seria melhor voltarmos para o Egito? E diziam uns aos outros: Levantemos a um para nosso capitão, e voltemos para o Egito.” Nm 14:2-4.
A incredulidade fez que temessem os povos da terra, fez que desacreditassem que Deus era com eles. “Porem os homens que com ele tinham subido, disseram: Não podemos subir contra aquele povo, porque é mais forte do que nós.” Nm 13:31
Todo o povo de Israel recebeu a promessa de habitar na terra que manava leite e mel, porém somente Josué, Calebe e a geração seguinte tiveram este privilégio. “Neste deserto cairão os vossos cadáveres, como também todos os que forem contados segundo o censo, de vinte anos para cima, os que dentre vós contra mim murmurastes; não entrareis na terra, pela qual jurei que vos faria habitar nela, salvo Calebe, filho de Jefoné, e Josué, filho de Num.”
Eles habitaram na terra, porque creram que ela era boa, era a libertação e o descanso providenciado por Deus. Não olharam para trás e creram que Deus estava lhe dando um lugar muito melhor que o Egito. Eles creram que Deus era com eles e que iria destruir todos os seus inimigos.
Nós somos o Israel de Deus. Através do sacrifício de Jesus recebemos do Pai tudo o que precisamos. Recebemos inclusive a libertação. Não somos mais escravos da preocupação, isto é, não precisamos ficar ansiosos quanto ao que comer, beber ou vestir. Basta pedirmos ao nosso Pai Celestial. “Ora, se vós, que sois maus, sabeis dar boas dádivas ao vossos filhos, quanto mais vosso Pai que está nos céus dará boas coisas aos que lhe pedirem?” Mt 7:11
Assim, vivemos descansados. Isto é viver pela fé. Os que vivem pela fé olham somente para frente, olham para aquilo que Deus está lhes propondo: uma vida de descanso. Os que vivem pela fé não buscam formas de suprir suas necessidades ou estudando meios de vencer seus gigantes financeiros sozinhos. Eles confiam na ordem de Deus e avançam sobre seus inimigos e se apossam do que lhes pertence por direito. A terra e suas riquezas são do povo de Deus por direito e herança, mas o inimigo insiste em usurpa-las. Porém, os que vivem pela fé não temem o inimigo, pelo contrário, guerreiam e são vitoriosos.
Esta é a diferença entre os que vivem pela fé e os que vivem duvidando: os crêem confiam Naquele que fez a promessa, os que duvidam confiam em si mesmo, nas circunstâncias ou no sistema deste mundo.
E você: Vive pela fé ou ainda duvida?
O Pai Celestial sempre supre nossas necessidades
Deus é um Pai que supre nossas necessidades, todas elas. Em certa ocasião, Jesus falou sobre isto com seus discípulos e relacionou a provisão de Deus à Sua Paternidade.
Durante o sermão do monte, num determinado momento Jesus afirmou categoricamente: “Peçam e receberão, busquem e acharão, batam e lhes abrirão as portas.” E disse ainda que TODO o que fizesse assim, obteria os mesmos resultados.
Jesus dirigia suas palavras àquela multidão de homens e mulheres que se reuniram naquele monte. Podemos imaginar aquela multidão esboçando sorrisos de alegria e satisfação ao saber que qualquer um deles poderia orar a Deus e receber o que precisavam. Imediatamente compreenderam que não precisavam mais do intermédio de sacerdotes ou doutores da lei para se achegarem ao Pai. Bastavam eles mesmos clamarem. Quanta libertação carregava aquela afirmação do Mestre!
Porém, de repente Jesus começa comparar o Pai Celestial com os pais terrenos: “Qual de vocês daria a um filho, pedra se lhe pedisse pão, ou cobra, se lhe pedisse peixe?”
A multidão passa a refletir acerca daquilo: “É verdade, eu nunca faria isso a um filho meu!” – pensaria alguns pais. “Mas foi somente isto que recebi de meu pai, ele nunca me deu o que eu precisei…nem mesmo estava lá quando precisei.” – pensaria outros.
E era justamente neste ponto que Jesus queria curar aquela multidão e responde fazendo uma leitura de seus pensamentos mais íntimos: “Pois bem, vocês que são maus, que são naturalmente pecadores sabem atender seus filhos. Portanto, pensei o que o Pai Celestial, que é essencialmente bom e justo, é capaz de dar aos que lhe pedem alguma coisa?”
A resposta do Cristo dizia que não existe pai tão bom quanto Deus, mostrando àqueles que se julgavam bons demais, que ainda não haviam atingido o padrão de Deus. E a mesma resposta também dizia que Deus não é como os pais que abandonaram seus filhos, deixando-os à mercê de suas necessidades. O Pai Celestial não é assim. Em toda e qualquer circunstância, sua provisão vem.
Este trecho da história de Jesus nos ensina que o Pai Celestial está sempre pronto para prover aquilo que precisamos, basta somente nos achegarmos a Ele. Entretanto, aqueles que se aproximam do Pai precisam compreender que Ele é diferente dos pais terrenos.
Existem alguns cristãos que se acham muito bons e que não precisam de nada, se julgam auto-suficientes. Estes sempre tiveram suas necessidades supridas ou sempre conseguiram suprir as necessidades de seus entes queridos por si mesmos. Não reconhecem que tudo o que têm veio das mãos de Deus: seja a família, o emprego, os bens e a própria vida.
Existem também alguns cristãos que se acham os “esquecidos” e que de tão desprezados, nem Deus se preocupa com eles. Devido suas amarguras e rancores, confundem o Pai Celestial com os pais terrenos que não lhe deram amor, carinho, proteção, um lar…Esses cristãos estão presos da mesma maneira que os outros citados anteriormente. Não reconhecem que, mesmo o pouco que tiveram, veio de Deus.
Se você se encaixa em algum desses tipos de cristãos precisa se arrepender e reconhecer que precisa do Pai Celestial. Reconheça que nem a melhor das atitudes, ou o melhor emprego, ou a conta bancária “mais recheada” é capaz de satisfazer suas necessidades e que até mesmo essas coisas, se as tem, vieram de Deus. O Pai Celestial é diferente do seu pai ou da sua mãe que porventura o abandonaram. Não desconte suas mágoas em Deus. Libere perdão para seus pais, possivelmente não te deram o que precisava, porque também não receberam de ninguém.
O Pai Celestial é infinitamente rico em amor e graça para suprir toda e qualquer necessidade de seus filhos.





