Coisas de Naele

Qual o meu objetivo de vida?

Posted on: 02/01/2008

Nós estamos vivendo numa época de grandes ministérios, grandes avivalistas e às vezes acabo por me perguntar: “Será que estou fazendo o suficiente?” “Será que meu ministério será também grande?” “Será que eu tenho um objetivo de vida?” Por fim, me cobro uma coisa que não sou ou não fui chamada para fazer e até mesmo chego a invejar o que os outros estão fazendo.

Começar a pensar sobre estas coisas e então fui orar a Deus e pedir uma resposta a essas questões e perdão pelo meu pecado, mas orei de uma forma diferente, isto é, rasguei meu coração e esperei, como um passarinho espera de bico aberto o alimento, pela resposta do Senhor.

Então Ele me levou a meditar no livro de Ezequiel, mais especificamente nos capítulos 2 e 3.

As primeiras coisas que me chamaram a atenção e, o doce Espírito de Deus, começou a me mostrar foram:

1 – A forma como Deus chama Ezequiel: Filho do homem, ou seja, Deus reconhece a imperfeição de Ezequiel. O homem é sujeito à falhas e à imperfeição.

2 – A ordem de ficar de pé. Ficar de pé diante de alguém é reconhecer a importância dessa pessoa. Era como se Deus dissesse: “Fique de pé, que ainda que sejas imperfeito, tu estás diante Daquele que É perfeito.”

Assim o Espírito me trouxe a primeira lição: Posso ter falhas, mas Deus é perfeito e irá realizar sua obra em mim e através de mim. Posso me envergonhar de invejar meu irmão, mas Ele tirará minha vergonha e me fará prosperar em todos os meus caminhos.

E isto está bem claro em I Pedro 2:9 “Mas vocês são a raça escolhida, os sacerdotes do Rei, a nação completamente dedicada Deus, o povo que pertence a ele. Vocês foram escolhidos para anunciar os atos poderosos de Deus, que os chamou da escuridão para a sua maravilhosa luz.” (NTLH).

Voltando ao texto de Ezequiel. Quem era Ezequiel? Em que tempo profetizou? Ele era sacerdote e foi levantado por Deus durante o cativeiro babilônico. (Ez 1:1) Ezequiel também era um cativo da Babilônia, mas sua essência como sacerdote de Deus não deixou de existir e profetizou num tempo de trevas para o povo de Israel.

Assim, somos eu e você, fomos tirados do império das trevas e transportados para o reino do Filho de Deus para anunciarmos suas Boas Novas, para sermos luz na escuridão, sacerdotes do Deus Altíssimo numa terra de gente perversa e má. Da mesma maneira que Deus chamou Ezequiel para ser profeta aos filhos de Israel, seu povo e às nações que se insurgiram contra o Senhor, assim Ele nos levanta para esta nação e para as nações do mundo.

A segunda lição que aprendi foi: Não temer os homens e suas reações ao evangelho. Deus falou a Ezequiel para não temer o povo nem as nações, nem as suas palavras, nem seus rostos fechados, porque eles eram rebeldes. (Ez 2:6) O rosto fechado, palavras contrárias e negativas são reações comuns ou que se deve esperar de pessoas teimosas e rebeldes. Estes acreditam firmemente que estão certos em suas ações e atitudes.

Isto me fez lembrar que às vezes é tão difícil pregar a Palavra a alguns: sempre tem alguém que torce o nariz, insisti que está certo em sua forma de pensar.

Deus deu uma advertência a Ezequiel no verso 8 do capítulo 2: “Mas tu, ó filho do homem, ouve o que eu te falo, não sejas rebelde como a casa rebelde; abre a tua boca, e come o que eu te dou”. Deus não queria que o profeta fosse rebelde como os outros, queria que fosse diferente, queria que ele fosse OBEDIENTE. E a primeira ordem foi: “abre a tua boca, e come o que te dou”. Deus queria alimentar o profeta, pois lhe apresentou um rolo, que é claramente um símbolo da Palavra de Deus.

Assim, Ele quer fazer comigo e com você, que lê esse blog. Ele quer nos alimentar com sua Palavra, mas para isto temos que abrir a boca e nos alimentar, isto é, abrir nossos lábios e confessar nossas dores, nossa aflições, nossas dúvidas, nossos pecados e esperar que Deus nos cure, nos liberte, nos ensine, nos console através de sua Santa Palavra.

O texto de Ezequiel continua dizendo que no rolo estava escrito lamentações, suspiros e ais e que o profeta pegou o rolo e o comeu, mas em sua boca foi doce como mel.

Quantas e quantas vezes lemos a Bíblia e nos sentimos tristes com certas passagens, como as do julgamento de Deus e da sua justiça, não é mesmo? Mas estas palavras são motivo de tristeza para os que se perdem, para os que se rebelem, para os desobedientes, mas para nós, que as obedecemos são doce como o mel. Veja o que o apóstolo Pedro disse: “Por isso também na Escritura se contém: Eis que ponho em Sião a pedra principal da esquina, eleita e preciosa; E quem nela crer não será confundido. E assim para vós, os que credes, é preciosa, mas, para os rebeldes, A pedra que os edificadores reprovaram, Essa foi a principal da esquina, E uma pedra de tropeço e rocha de escândalo, para aqueles que tropeçam na palavra, sendo desobedientes; para o que também foram destinados”. (I Pe 2:6-8).

Por isso o profeta não podia ser rebelde como o povo e as nações, por isso, eu e você, não podemos ser rebeldes, antes, devemos ouvir e obedecer à voz do Senhor nos ensinando o caminho que devemos andar.

Leia o versículo 8 do Salmo 32: “Instruir-te-ei e te ensinarei o caminho que deves seguir; e sob as minhas vistas de darei conselho.” Está claro, não é mesmo? O Senhor quer, a cada dia que se inicia, ser nosso instrutor, nosso guia, nosso conselheiro e nos mostrar o caminho no qual devemos caminhar.

Aqui, aprendi a terceira lição: Para onde nos leva este caminho? Qual o objetivo de andar no caminho de Deus?

Você, como eu, pode se precipitar e responder: “O objetivo desse caminho é ganhar almas”, isto se seu foco estiver no fazer e não no ser.

O objetivo desse caminho, de acordo com a perspectiva de Deus, é sermos iguais a Jesus, através de um relacionamento íntimo e pessoal com Ele.

Quando estamos fora dessa perspectiva divina, achamos que o objetivo de caminhar com Deus é ganhar vidas, trabalhar na obra, fazer muitas e muitas coisas, mas o Senhor quer que SEJAMOS FILHOS, SEJAMOS AMIGOS Dele. Deste modo, seremos como Jesus. Portanto, nosso objetivo de vida deve ser conhecer a Deus e sermos filhos como Jesus, o primogênito de muitos filhos. Aliás, vida eterna é isto: conhecer a Deus. Leia João 17: 3 “E a vida eterna é esta: que te conheçam, a ti só, por único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste.

CONCLUSÃO: Quando eu olho estes grandes homens e mulheres de minha geração pregando e ministrando o evangelho, devo ver irmãos e irmãs que buscam conhecer o Senhor, que buscam ser íntimos Dele e por isto fazem grandes coisas.

Profetizar às nações é isto, dar a oportunidade aos homens de conhecerem a Deus, como Pai e Amigo e a Jesus Cristo, como redenção, cura, libertação e acesso a esse Pai.

O meu objetivo de vida, portanto, é ter um relacionamento íntimo e sincero com meu Pai Celestial e manifestar as marcas do Seu Amor por mim a todas as nações.

 

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