Coisas de Naele

Solidão na multidão

Posted on: 12/05/2008

Andei meditando sobre a solidão na multidão. Cheguei à uma terrível constatação: estou cada vez mais distante do cristianismo de Cristo.

Você pode se perguntar: “Cristianismo de Cristo?”. É, o cristianismo que Cristo ensinou, sabe? Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo.

Meu Deus, como sou individualista e indiferente ao meu próximo. Tenho ouvido muitas notícias tristes sobre amigos passando sérias dificuldades e problemas, que com o tempo, estouram como bombas atômicas e eu me pergunto: “Onde que eu estava que não vi meu amigo passando por esse vale, a ponto de virar um deserto?” Talvez preocupada demais com meus problemas e minhas feridas. Talvez estivesse mais interessada em receber cura, do que ministrar cura. Talvez estivesse mais ocupada com o fazer atividade com as pessoas, do que construir relacionamentos com as pessoas.

Percebi nesse meu meditar, que este é um mal da minha geração. Estamos cada vez mais distantes um do outro. Distanciamos-nos, quer seja para nos proteger das possíveis feridas que o outro pode causar em nós, quer seja para nos poupar de ver o quão egoístas somos. Temos medo de nos relacionar, porque não queremos ser abandonados, feridos, magoados, humilhados, diminuídos….Temos medo de nos relacionar, porque não queremos encarar a realidade que somos capazes de abandonar,  ferir, magoar, humilhar, diminuir….É engraçado como verificamos isso, naquelas poucas tentativas de nos aproximar do outro com um simples: “Como vai você?” E temos como resposta: “É estou bem, mas não te liguei por isso e aquilo.  Faltei ao nosso encontro por este ou aquele motivo”. Mas qual era mesmo a pergunta? Ah, como vai você? A resposta correta seria: “Estou bem, obrigado!” ou “Estou com problemas, me ajude!”

Mas tudo isto demonstra o tanto que também estamos longe da primeira parte do mandamento: “Amar a Deus sobre todas as coisas.” Para amar ao Senhor é necessário um relacionamento íntimo e sincero com Ele. É preciso deixá-lo nos sondar e revelar o que há de pior em nós e extirpar o mal. É preciso sondar o coração de Deus e conhecer sua infinita graça e amor que nos transforma à semelhança de Cristo. Mas fugimos de Deus, quando Ele nos pergunta: “Como vai você?” Respondemos com mil argumentos: “Estou bem, rompendo em fé no Senhor!, Estou triste, mas o choro pode durar uma noite, mas a alegria vem pela manhã!” E com isso afastamos Deus das nossas vidas e camuflamos a realidade de que precisamos de cura. Precisamos de Jesus.

Jesus. Esse Deus maravilhoso que deixou sua glória e majestade porque decidiu se relacionar comigo. E como se não bastasse deixar Sua glória, se humilhou ainda mais, e na condição de homem morreu numa cruz, porque quis me curar e oferecer perdão para as minhas transgressões.

“O qual, quando o injuriavam, não injuriava, e quando padecia não ameaçava, mas entregava-se àquele que julga justamente; Levando ele mesmo em seu corpo os nossos pecados sobre o madeiro, para que, mortos para os pecados, pudéssemos viver para a justiça; e pelas suas feridas fostes sarados. Porque éreis como ovelhas desgarradas; mas agora tendes voltado ao Pastor e Bispo das vossas almas”. I Pe 2:25

Estou só na multidão, porque não busco o pastoreio de Cristo. Existem pessoas que estão sós na multidão, porque não são pastoreadas por mim.

“Ó Senhor, tem misericórdia de mim e me ajuda a me deixar ser curada pelo teu doce Espírito, a fim de amar meu próximo como Tu me amas”.

 

 

 

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