Coisas de Naele

O ESPÍRITO SANTO COMO PESSOA NO RELACIONAMENTO NA IGREJA – cap. 2

Posted on: 18/11/2008

2º desvio

Não entender que o Espírito Santo é Deus

 

Outro erro da Igreja hodierna em seu relacionamento com o Espírito Santo é não entender que Ele é Deus. Além de versículos que declaram expressamente a Sua deidade, tais como II Co 3:18 e At 5:3 e 4, a Bíblia possui ainda outros versos que também o fazem. Tais versos descrevem atributos que são exclusivos de Deus ou ações que são unicamente divinas. Por exemplo, em Gn 1:2, Hb 9:14, I Co 2:9-11 e Sl 39:7-10 é relacionado ao Espírito Santo a criação, a eternidade, a onisciência e a onipresença.

Por não compreender tais verdades bíblicas, vários cristão têm considerado e tratado a Terceira Pessoa da Trindade como um ser de menos importância ou hierarquicamente submisso ao Deus Pai e Deus Filho. Muitos chegam a afirmar suas preferências pessoais com frases como essas: “Gosto de orar mais a Jesus do que a Deus, porque aquele é mais compreensivo do que este.” Ou “Prefiro orar ao Pai do que o Filho” ou “Entendo a Trindade desse jeito: Deus é meu Pai, Jesus o meu irmão mais velho e o Espírito Santo o poder dos dois em mim”.

Fica claro que o Espírito Santo ora nem é considerado, ora é entendido  tendo menos importância que as outras pessoas da Trindade.

Certamente a compreensão da Triunidade de Deus é complexa até mesmo para teólogos e letrados, mas isto não justifica para o cristão que detém a Bíblia ter em menos estima o Espírito Santo.

Isto também é evidência da má compreensão de textos bíblicos que relatam ações que só Deus pode fazer, como é o caso dos seguintes versículos: Sl 104:30, Rm 8:11, I Co 6:11, Lc 12:11 e 12  e I Co 12:8-11. Somente uma pessoa divina pode criar, ressuscitar, santificar o crente, ensinar como deve proceder e distribuir dons espirituais.

Além de tudo isso, deve-se lembrar que é possível pecar contra o Espírito Santo e não se ter o perdão. Veja o que diz Mt 12:31,32, neste texto fica claro que Ele não é meramente uma força, uma energia, um vento ou qualquer espírito, mas uma Pessoa contra a qual o homem não deve pecar ou blasfemar devido sua divindade ou santidade. Aliás como Seu  próprio nome já diz, Ele é Santo, um atributo exclusivo de Deus.

Finalmente, conclui-se que, no aspecto da deidade do Espirito Santo, a Igreja tem errado não porque ignora o fato de Ele é Deus, mas por não compreender as Sagradas Escrituras que ensinam sobre Ele.

Isto encerra um círculo vicioso: o crente não se relaciona corretamente com o Espírito Santo porque não sabe reconhecê-lo como uma pessoa que o guia à toda a verdade, que por sua vez é a Palavra de Deus que ensina quem é o Espírito Santo.

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