Coisas de Naele

O ESPÍRITO SANTO COMO PESSOA NO RELACIONAMENTO NA IGREJA: Cap. 3

Posted on: 27/11/2008

3º desvio

Não conhecer a missão do Espírito Santo

 

            Muito mais que não entender que o Espírito Santo é uma pessoa e divina, talvez o maior dos erros dos cristãos modernos é não conhecer qual é Sua missão na vida do indivíduo. Esta missão possui vários aspectos, os quais ver-se-ão a partir de agora e onde a Igreja tem falhado em compreendê-los e aplicá-los em seu relacionamento diário com o Espírito de Deus.

            O primeiro aspecto é o da habitação. A Bíblia declara em I Co 6:19 que o corpo do crente é o templo do Espírito e em Jo 14:7 que o mesmo está no crente, habitando nele.

            Conta uma estória que havia um homem que morava numa casa, mas não podia fazer nada com ela, porque ela tinha vida própria. Quando ele queria ornamentá-la, ela não deixava, pois reclamava dos pregos que entrariam em suas paredes. Quando ele queria aumentar alguns cômodos, ela impedia, pois não queria ficar maior. Quando ele queria lavá-la, ela não gostava, pois dizia que a água umedecia demais o seu interior. Este homem se cansou tanto de tentar fazer coisas para melhorar a casa que passou a dormir mais, passava dias dormindo. Até que um dia, após vários meses dormindo, ao despertar no jardim da casa olhou pela janela e a viu cheia de pessoas desconhecidas que a dominaram e pregavam pregos em todas as paredes e de qualquer maneira, construíam cômodos e mais cômodos que só a deixavam mais feia e não a limpavam como ele fazia, a sujeira estava por todo lado.

            Esta estória serve para ilustrar o que o cristão faz com o Espírito Santo. Ele é a casa e o Espírito é o morador, mas tudo o que o morador quer fazer a casa impede. Muitos crentes ainda não entenderam que devem estar submissos à vontade do Espírito Santo e não vice-versa. Somente o Espírito de Deus tem capacidade para saber o que é bom ou ruim.

            O segundo aspecto da missão é purificação. Em I Ts 5:19, a ordem do apóstolo Paulo é bem clara: “Não extingais o Espírito.” A palavra extinguir no original grego significa limitar, isto é, é impossível para o crente apagar o Espírito Santo, mas é possível limitar Sua ação. Como isto é feito? Recorrendo novamente às palavras de Langston:

“O Espírito Santo não regenera o indivíduo contra a sua vontade; e também ele não pode santificar-nos contra a nossa vontade. Precisamos cooperar intimamente com ele, dando-lhe a liberdade de fazer o que entender ser melhor em nossa vida.(…)O crescimento na vida cristã depende da vontade do crente.(…)O espírito cresce quando se faz força para crescer. É por isso que nos devemos entregar ao Espírito Santo, para que ele nos ajude a purificar a nossa vida e alcançar maior crescimento espiritual.” (LANGSTON, 1999).

          

Fica manifesto que quando o indivíduo não coopera com o Espírito Santo, sendo sensível à Sua voz de alerta nas tentações, obedecendo seus mandamentos ou ouvindo seus conselhos, inevitavelmente ele está limitando o Seu operar. É como o morador da casa que tinha vida própria da estória: de tanto ela impedi-lo de modificá-la, que ele pegou no sono e, sem ver o que estava acontecendo, foi expulso de dentro dela que foi tomada por pessoas que não tinham o mínimo de cuidado. Podemos comparar estas pessoas àqueles demônios  a que Jesus se referiu em Mt 12: 44,45.

            Quantos crentes têm sido humilhados, oprimidos e enganados por Satanás, porque vivem a limitar a operação do Espírito Santo!

            O terceiro aspecto é a oração. Esta é o meio pelo qual o Espírito Santo tem acesso ao mais íntimo do coração do crente. É também por não compreender corretamente o que é oração que o relacionamento de muitos cristãos com o Espírito de Deus tem sido frustrado. Imaginam que devem orar pedindo mais poder, mais prodígios e sinais, mas na verdade o que o crente deve pedir é que Deus retire os impedimentos à operação santificadora e purificadora do Seu Espírito.

            Além do entendimento errôneo acerca da missão do Espírito Santo, há também uma característica desta geração que é o imediatismo. Tudo é instantâneo, porém a ação de Deus não o é. Assim muitos vivem frustrados ou derrotados, por não saberem esperar o momento propício para o crescimento espiritual. Acreditam, por exemplo, que o fruto do Espírito descrito em Gl 5:22 e 23 surge de repente em suas vidas.

            Conclui-se que neste aspecto da compreensão da missão do Espírito Santo na vida de cada cristão, este não desfrutado mais do seu relacionamento com aquele por ignorar o seguinte fato: ele é morada do Espírito Santo, e como tal deve submeter-se à Sua vontade, não limitando sua ação, orando para que Deus o faça sensível à obra do Seu Espírito.

 

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