Coisas de Naele

O amor de uma mulher

Posted on: 26/08/2010

Eu sempre pensei que o amor fosse uma escolha. A gente escolhe amar ou não alguém ou alguma coisa. Também sabia que todas as vezes que dizemos sim para alguém ou alguma coisa, dizemos não para outro alguém e outras coisas. Só não sabia como era esse processo de escolha.

Até mesmo o amor de mãe é uma escolha. A mulher escolhe desde o momento da concepção, cuidar de seu corpo, de sua mente, do ambiente onde vive para dar o melhor àquele ser que cresce em seu ventre. Sabemos que é uma decisão dela, amar ou não, porque existem inúmeras mulheres que escolhem interromper o ciclo da vida logo no início ou não se importam como vivem suas vidas a partir do momento que se descobrem grávidas. É uma verdade triste, mas real.

Toda vez que uma mulher escolhe amar seu filho e isto ela sempre o faz incondicionalmente, ela diz não para inúmeras possibilidades de vida: uma vida tranqüila sem choro de madrugada, sem fraldas sujas e pirraças sem fim. Ela escolhe passar pelo processo de crescimento do filho, pela simples possibilidade de ter um sorriso ou um olhar de carinho em retribuição.

O amor de uma mulher por um homem também é uma escolha. No momento em que se trocam os olhares, as primeiras palavras, as primeiras carícias. Até o seu corpo responde àquela escolha exalando toneladas de feromonios, informando ao mundo o que se passa em seu coração. Então ela também diz não para outras possibilidades de vida: uma vida com parceiros ocasionais ou com nenhum ou andar a buscar o príncipe encantado.

Isso tudo eu sabia por observação. Então, de repente descobri como se dá o processo da escolha de amar.

A mulher parte numa jornada de escolhas: dar um sorriso, no lugar de uma lágrima; um incentivo, ao invés da crítica; um ombro amigo, ao invés da indiferença; um carinho, ao invés da secura; a verdade, ao invés da mentira; a paciência, ao invés da ansiedade; o perdão, ao invés da amargura; o coração, ao invés da razão; o erotismo, ao invés da amizade; o amor, ao invés da aversão. E todas essas escolhas lhe custam alguma coisa, custam a dor de deixar e abrir mão de suas vontades prá fazer o outro feliz.

Por isso dizem que o amor dói. Dói morrer prá si mesmo em inúmeras possibilidades, para viver exclusivamente para alguém. Mas não é uma dor ruim, no fim é prazerosa, pois descobrimos a finalidade das nossas vidas.

É assim que pretendo viver o resto da minha vida: escolhendo amar você.

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