Coisas de Naele

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Borboletas

Posted on: 02/12/2010

BORBOLETAS
(Mário Quintana)


Quando depositamos muita confiança ou expectativas em uma pessoa, o risco de se decepcionar é grande.
As pessoas não estão neste mundo para satisfazer as nossas expectativas, assim como não estamos aqui, para satisfazer as delas.
Temos que nos bastar…
Nos bastar sempre e quando procuramos estar com alguém, temos que nos conscientizar de que estamos juntos porque gostamos, porque queremos e nos sentimos bem, nunca por precisar de alguém.
As pessoas não se precisam,
Elas se completam…
Não por serem metades, mas por serem inteiras dispostas a dividir objetivos comuns, alegrias e vida.
Com o tempo, você vai percebendo que para ser feliz com a outra pessoa, você precisa em primeiro lugar, não precisar dela.
Percebe, também, que aquela pessoa que você ama (ou acha que ama) e, que não quer nada com você, definitivamente, não é o homem ou a mulher de sua vida.
Você aprende a gostar de você, a cuidar de você, e principalmente a gostar de quem gosta de você.
O segredo é não cuidar das borboletas e sim cuidar do jardim para que elas venham até você.
No final das contas, você vai achar não quem você estava procurando, mas quem estava procurando por você!”

 


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Tem momentos difíceis na vida que achamos que vamos perecer e que a vida passou a não ter mais sentido. E é engraçado como todo mundo fala que tudo vai passar e é só uma fase. A impaciência é o algoz da alma. Quem em sã consciência, que está sentindo dor, tem paciência para esperar o analgésico aliviar o incômodo?

Somos a geração do agora, do imediato, do alívio instantâneo da agonia e da tristeza. Isso é um fato. Somos viciados na morfina da instantaneidade, do breve, do rápido.

Queremos o email e não a carta escrita a mão. Queremos a imagem pronta na tela e não a delícia da imaginação da cena. Queremos o presente e o futuro ao mesmo tempo e não a nostalgia do passado.

E quando os momentos ruins chegam quem tem força para vencer e avançar? Parece que justamente nesses momentos, resolve-se escrever a carta e não o email, ler o livro e não ver o filme pronto, pensar no passado e não mais sonhar com o futuro e se deliciar no presente. Que droga!!!

Então, de onde vem a força para vencer? De onde vem a força para enxergar através das nuvens que encobrem o sol, a luz do novo dia.

Acredito que a força vem justamente de outros momentos difíceis que passamos. Vem da memória das vitórias alcançadas ao longo da vida. Da lembrança da alegria que invadiu o peito quando um dia ruim passou e outro muito bom amanheceu.

Começamos então a vasculhar as músicas antigas que ouvíamos, a arrumar os armários, a ler os livros complexos que deixamos por terminar, a rir dos tombos que levamos, a zombar da própria infelicidade. E dessas coisas começam a brotar a força, a energia salvadora para se aprumar de novo e recomeçar.

A força não vem do sonho de algo novo, mas justamente da sombra do velho, dolorido e esquecido naquele cantinho do coração, que ninguém mais abre, somente a gente…isso quando tudo mais não funcionou para aliviar a dor. Deixamos a luz entrar naquela escuridão e dali retiramos as lições aprendidas em algum dia do passado dolorido.

Finalmente a alegria vem e o entusiasmo volta. O sorriso se abre de novo e recomeçamos a busca por mais aprendizado e crescimento.